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Primeiro longa de Kléber Mendonça Filho, O Som ao Redor, estreia em dezembro

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“A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranqulidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa. Enquanto isso, Bia, casada e mãe de duas crianças, precisa achar uma maneira de lidar com os latidos constantes do cão de seu vizinho. Uma crônica brasileira, uma reflexão sobre história, violência e barulho”

Kleber voltou de Rotterdam com prêmio da crítica. Promete.

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“2012″: a música nova do Silva e o EP no Oi Rdio

Já em ritmo de Slap Music, Silva lança nova canção em versão 2.0 do seu EP. A faixa (e o nome do EP) é “2012″ e lá vem mais uma porrada grudenta e magistral do sr. Lúcio. Lançada com exclusividade no Oi Rdio (que tenho usado e é quase perfeito), “2012″ faz parte do conjunto de faixas que ele tem tocado em seus shows e estará em seu álbum completo.

“Pode ser belo o feio visto de perto / O avesso às vezes dá certo”.

Mas se é pra falar de músicas novas, o Rock In Press foi quem apurou tudo.

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Rafael Coutinho e o “Beijo Adolescente” em João Pessoa

Rafael Coutinho (co-autor da genial “Cachalote”) estará em João Pessoa neste sábado, às 19h lá na Comic House, lançando “O Beijo Adolescente”. Coutinho produziu a série de HQs para o portal iG e lança esse álbum em formato ~gigantão~: 40 x 24cm.  O livro será vendido por R$ 25 e me parece que o autor trará outros itens da sua loja, a Narval Comix. Eu vou!

A capa do álbum – clique para ampliar:

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Supermercado (Eduardo Srur e Fernando Huck, 2012)

O curta brasileiro que está entre os finalistas do Vimeo Awards 2012 segue o princípio geral do melhor cinema de horror: a transformação de alguém numa monstruosidade e uma crítica social esfregada na sua cara. Eis o humano de hoje, pelo avesso.

“Supermercado” me interessa muito mais como filme com pitadas de realidade do que como uma proposta de performance (como os diretores parecem descreve-lo em sua página).

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John Mayer: solitude e esperança em “Shadow Days”

Mayer de volta, cantando esperança depois de passar por um câncer. Dá gosto de ver.

“Hard times help me see
I’m a good man with a good heart
Had a tough time, got a rough start
And I finally learned to let it go
Now I’m right here, and I’m right now
And I’m hoping, knowing somehow
That my shadow days are over
My shadow days are over now”

Dicona do sr. Breck no feice.

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Cicatrizes (David Small, 2010): alguns pensamentos

Trecho de "Cicatrizes", de David Small

* Em sua narrativa de memórias da infância, David Small não nos priva do sofrimento que viveu em casa. Seria fácil para ele, assim, tomar a postura de juiz dos seus pais, tantos anos depois: em seu lar repleto de frieza e falta de atenção, aos 14 anos descobre que um caroço no pescoço, ignorado pela família, era um câncer que o faria perder a força vocal. Mas não é isso que o autor faz.

* “Cicatrizes” possui um ponto de vista complexo em sua narrativa: o que vemos é uma criança crescendo e descobrindo emoções, vivências que o afetam; o que lemos, porém, é a análise posterior do autor, relembrando tudo aquilo que viveu com um cuidado poético. Ele entende hoje, por exemplo que cada familiar tinha seus ruídos e silêncios – formas de expressar, tantas vezes, aquilo que se quer (ou não) dizer.

“Minha mãe tinha uma tosse chata. Às vezes, chorava em silêncio às escondidas e batia as portas dos armários da cozinha. Era a linguagem dela”.

Cada um com sua linguagem em casa. Clique para ampliar.

* O olhar é nosso cinema autoral para o outro e em “Cicatrizes” Small parece sempre representar a fúria e as fugas dos seus pais com um par de óculos sobre os olhos. Cheios de expressão, os rostos parecem ainda mais perturbadores quando são enquadrados sem a vida das retinas.

* David Small o tempo todo nos leva aos seus sonhos, com ou sem avisos. O onírico, que talvez se apresentasse como uma saída para a crua realidade vivenciada, apenas indica que Small tem um tanto de Bergman: há bastante poesia nos sonhos, mas não é por ser poesia que ela terá de ser agradável.

“Cicatrizes” (“Stitches”)
de David Small (2010)
Editora Leya / 336 páginas / R$ 39,90

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